4 de abril de 2010

A CRÔNICA DEFINITIVA DA DEFINIÇÃO DO AMOR

O amor é uma coisa esquisita e esquizofrênica! Um sentimento com leves tendências de loucura e que leva a vítima ligeiramente a falência emocional. Isso porque o amor extermina cruelmente todos os outros sentimentos que antes tomavam seu lugar! O ódio, a raiva, a solidão, o desamparo e até mesmo a carência são completamente esmagados pelo tal do amor. Primeiro ele se disfarça de paixão para não ser mal interpretado, e na primeira chance que tem, entra, sem nem pedir passagem, arromba a porta e a tranca com sete chaves para não ter risco de desistência ou insatisfação.
O amor funciona como um liquidificador de sentimentos! Não somente dos sentimentos agradáveis, mas também dos mais perigosos: medo, ciúme, insegurança, loucura, saudade e por aí vai.
Quando a gente ama, estamos perdidos, porque graças ao egoísmo do amor, nada volta a ser o que era; amar é comprar uma passagem só de ida para um mundo dito “doce”, mas irreal.
Não, não pensem que o amor da moleza! Ele não se deixa iludir com tanto poder, mas também não deixa de iludir a todos os coitados que amam! Por isso os filósofos fazem tanta alusão do amor à fantasia, porque talvez “amor” seja sinônimo para o que é fantasioso! Será que existe mesmo esse sentimento que toma o lugar de algumas de nossas funções cerebrais, que toma conta de nossas próprias vontades, que arrepiam nossos pêlos e cansam nossos lábios de sorrir? E nesse momento me contrario e afirmo: claro que sim! Quem ama sabe o que é o amor, quem não sabe é porque jamais amou, e muitas vezes, quem não ama, é porque não sabe amar!
Que pena dos pobres mortais que convencem a si mesmo de que se amarrar emocionalmente é bobagem, e por isso ignoram vestígios do amor, preferindo viver “soltos”. Tem gente que só se satisfaz com várias paixões ou paqueras, outros com o místico poder de liberdade, e alguns até dizem se satisfazer com a libertinagem! Mas eu, ahhhh, eu...
Eu me satisfaço somente com a insanidade do amor!




Crônica dedicada a minha namorada! Que foi quem me serviu de inspiração, sem eu nem pedir autorização...

8 comentários:

Sol Nascente disse...

É, "a insanidade do amor"... Preferir eu não prefiro, mas estou sempre querendo ser insana!!
Sempre achei o amor uma loucura que me deixa cada vez mais louca...
E por mais que diga que não quero mais isso, acabo sendo engolida pela necessidade incansável de amar!! Então, coitada de mim...

Você TEM O DOM, cabeção.
Continue!!
Beijão
Heli =D

Vem com o Pai aki! disse...

Como não consegui comentar no primeiro comento neste. Realmente eu não consigo enxergar nenhum palhaço que não seja nostalgico apesar de conhecer a arte clown que é um tanto diferente de um palhaço eu axo belo este lado do ser humano! E sim tu falou certo nem só de humor vive um verdadeiro palhaço! Mas sim de grandes sentimentos e emoções!

Rodox

http://www.probidoler.com/

Ele disse...

Eu escrevi uma versão mais poética sobre o amor.

http://recantodasletras.uol.com.br/poesiasdeamor/1364965

E o engraçado é que a definição se assemelha um pouco a tua.

Enfim,
o Amor é foda.

Josimar Viana disse...

cara, vc soube simplesmnete expressar tudo aquilo q eu mais prezo!!

o amor é foda ( 2 )

PARABÉNS..

VC TEM O DOM CABEÇÃO ( 2 )

Sol Nascente disse...

A "crônica definitiva da definição do amor" é muito muito boa, mas não é por isso que você pode desaparecer e nunca mais escrever nada, viu.
Não faça como alguns escritores que ficam satisfeitos com o grande sucesso de [apenas] um livro.
Escreva mais...
E apareça no meu blog...
Só tenha cuidado para não chorar.
Descobri que ainda sou muito melodramática...aff...rsrs

Beijo

Sheila disse...

tem selinho pro c no meu blog

selma jeronimo disse...

o amor é mesmo assim...
incompreensível...
porém simples
de ser vivido...

Juliana Jardim disse...

Eu sei muito bem o que é o amor. Pode parecer bobagem, mas não é: eu sou uma eterna apaixonada. Acredito que a paixão permanece naqueles que realmente sabem amar, nã se vai com o tempo. O amor te orgulha, a paixão te faz sentir aqueles arrepios; o amor te faz sentir sentimental, a paixão te faz sentir bobo... Entende o que quero dizer?! Muitos sabem amar, mas não sabem estar apaixonados. Não signifoca que quem ame a não esteja apaixonado, não ame de verdade, mas quem está apaixonado e ama sabe o que é o amor verdadeiro, a sua real essência.

Eu já amei e fui apaixonada durante três anos e meio. Aquela sensação de paixão e amor conviviam comigo todos os dias, até o fim. Até hoje, confesso. Mas há exatos um ano e cinco meses, eu não sei o que é sentir aquele friozinho na barriga. E quando ouso em senti-lo, alguém ousa em estraga-lo! Eu.